Mostrando postagens com marcador Mario Benedetti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mario Benedetti. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de maio de 2009

Um adeus entre parênteses

A vida esse parêntese
Quando o não-ser fica em suspense
abre-se a vida
esse parêntese
com um gemido universal de fome
somos famintos desde o vamos
e o seremos até o vamo-nos
depois de muito descobrir
e brevemente amar e acostumar-nos
à falida eternidade
a vida se encerra em vida
a vida esse parêntese
também se fecha
incorre
em um gemido universal
o último
e então somente então
o não-ser segue para sempre
(Mario Benedetti)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

¿De qué se nutre la nostalgia?


NOSTALGIA

¿De qué se nutre la nostalgia?
Uno evoca dulzura
scielos atormentados
tormentas celestiales
escándalos sin ruido
paciencias estiradas
árboles en el viento
oprobios prescindibles
bellezas del mercado
cánticos y alborotos
lloviznas como pena
escopetas de sueño
perdones bien ganados
pero con esos mínimos
no se arma la nostalgias
on meros simulacros
la válida la única
nostalgia es de tu piel.
Mario Benedetti

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Designo

BOTELLA AL MAR
Pongo estos seis versos
en mi botella al mar
con el secreto designio
de que algún día
llegue a una playa
casi desierta
y un niño la encuentre
y la destape
y en lugar de versos
extraiga piedritas
y socorros
y alertas
y caracoles.

Mario Benedetti