terça-feira, 9 de março de 2010

Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada
A realidade não precisa de mim.
(Alberto Caeiro)
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Fernando Pessoa; Imagem Montet
segunda-feira, 8 de março de 2010
8 de março

... a única verdade é que vivo.
Sinceramente eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais.
É curioso como não sei dizer quem sou."
"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita,
prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
"E se me achar esquisita, respeite também.
Até eu fui obrigada a me respeitar.
(Clarice Lispector)
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Clarice Lispector,
Imagem Nicoletta Caravia
sexta-feira, 5 de março de 2010
"o aburdo não está no homem (...),
nem no mundo, mas em sua presença comum.
esta entre o "apetite de unidade"
e a
"hostilidade primitiva do mundo".
(Alberto Camus)
nem no mundo, mas em sua presença comum.
esta entre o "apetite de unidade"
e a
"hostilidade primitiva do mundo".
(Alberto Camus)
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Albert Camus
quinta-feira, 4 de março de 2010
Manhã

Estou
E num breve instante
Sinto tudo
Sinto-me tudo
E despeço-me de mim
Para me encontrar
No próximo olhar .
não quero nada
eu sou tudo
respiro-me até à exaustão .
porque sou feito de todas as coisas
e adormeço onde tombam a luz
[e a poeira
deve ser bebida
quando os lábios estiverem
[já mortos
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Mia Couto; Imagem Carol Robison
quarta-feira, 3 de março de 2010
Nono mandamento para bem viver na Terra dos Papagaios
"Naquelas paragens, quando se alevantam alguns,
o melhor modo de quietá-los é dar-lhes emprego ou título,
porque os daquela terra muito prezam serem chamados de senhores
e não há um que não troque honradez por honraria."
(José Roberto Torero e Marcus Pimenta)
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1997.,
Companhia das Letras,
J.R. e PIMENTA,
M. A. Terra Papagalli. Sâo Paulo,
TORERO
terça-feira, 2 de março de 2010
.jpg)
do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem.
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Bertolt Brecht; Imagem Max Ernst
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